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NOTÍCIA

  20 de outubro de 2016

Elmano critica má gestão dos recursos hídricos no país

O senador Elmano Férrer (PTB) discursou nesta quinta-feira, dia 20, na tribuna do Senado Federal sobre a crise hídrica que o país sofre, principalmente o Nordeste, criticando a má gestão dos recursos hídricos no Brasil.

“Foi publicado recentemente em jornal de circulação nacional sobre o drama da seca. Eu venho me manifestando constantemente também sobre o tema e alertando e solicitando providências aos órgãos competentes. Essa situação não atinge apenas o pequeno produtor, da agricultura familiar, mas também ao agronegócio, que é um dos grandes motores do desenvolvimento nacional. Estão todos sendo enormemente prejudicados pela crise de abastecimento de água no Brasil”, afirmou.

O parlamentar chamou a atenção sobre a necessidade de mudança de estratégia para combater a seca. “Apesar de todos os esforços das autoridades, a triste constatação é que estamos perdendo a guerra contra a seca. Como um câncer, ela está se alastrando pelo país e não conseguimos conter o seu avanço. No curto prazo, como medida emergencial, é claro que o Governo Federal pode e deve liberar verbas para os estados e municípios mais afetados pela seca. É uma questão humanitária. Mas sabemos que são medidas paliativas, que combatem os sintomas, não a causa. Já passou da hora de nos questionarmos sobre o que, afinal, estamos fazendo para resolver essa questão. Não podemos culpar as secas pela nossa falta de planejamento! Ora, se a batalha está sendo perdida, é hora de mudar a estratégia. Fazer algo diferente. Nosso problema não é falta de água; disso eu tenho certeza. Nosso problema é a má gestão dos recursos hídricos”, ressaltou Elmano.

O senador falou também da extensão da seca no país. “O Brasil tem tido secas mais fortes e recorrentes. O Nordeste sofre com a seca mais prolongada dos últimos 100 anos. Essas longas estiagens, que, antigamente, eram restritas quase que somente à região Nordeste, agora estão alcançando outras regiões do país, sobretudo o Sudeste e o Centro-oeste, e até mesmo algumas áreas da Amazônia”, declarou.

Elmano Férrer finalizou pedindo mudanças. “É hora de ouvir com seriedade os especialistas no assunto. É hora de abrir a mente para aprender com as experiências internacionais de equacionamento da crise hídrica. É hora de arregaçarmos as mangas e nos debruçarmos sobre o problema, que exige soluções de curto, médio e longo prazo. A questão hídrica exige planejamento e coordenação federativa. Mas, para isso, é preciso menos competição e mais cooperação intra e intergovernamental. Menos individualismo e mais visão sistêmica. Menos políticas de governo e mais políticas de estado. E é preciso também por intermédio de parcerias público-privadas, fomentar a maior participação do capital privado, nacional ou internacional, nos empreendimentos hídricos e energéticos. Precisamos nos unir em torno de um grande pacto de cooperação nacional e mostrar resultados concretos e soluções definitivas ao povo brasileiro, evitando, dessa forma, o completo desabastecimento de água no Brasil”.