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NOTÍCIA

  04 de February de 2016

Elmano Férrer critica aumento das taxas de juros do FNE

Em discurso no Senado Federal, afirmou que a decisão do Conselho Monetário Nacional foi equivocada e trará prejuízos ao setor produtivo da região Nordeste.

Em seu primeiro discurso do ano legislativo, o senador Elmano Férrer (PTB-PI) criticou o aumento das taxas de juros nas operações dos Fundos Constitucionais por meio do Conselho Monetário Nacional, pois irá prejudicar os setores produtivos da região Nordeste. Nas palavras do senador, a decisão foi equivocada e pediu que seja revista pelo ministro da Fazenda e pelas demais autoridades do nosso país.

Elmano Férrer destacou que com a elevação, as taxas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operacionalizado pelo Banco do Nordeste do Brasil, com diretrizes fixadas pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foram modificadas de 8,2% para 14,1% ao ano, ocasionando um aumento de 71,4%. “A ampliação de juros terá reflexos na redução de investimentos, no aumento do desemprego, na diminuição da renda da região e, portanto, no agravamento da atual conjuntura do nosso país”, afirmou.

Segundo o senador, os fundos de incentivos são irrisórios e desproporcionais às necessidades do Nordeste. Ele informou que o FNE deve alcançar neste ano R$ 14 bilhões, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não deve passar dos R$ 2 bilhões.

Para Elmano, há um grande obstáculo no sentido de criarem-se condições diferenciadas para o desenvolvimento do Nordeste, pois há um viés setorial na Administração Federal, que privilegia as necessidades de investimentos em áreas de forte concentração de renda, como no Centro-Sul e região Sudeste.

Elmano Férrer ainda ressaltou que é válido o protesto das Federações das Indústrias dos nove estados nordestinos, que se posicionam contra a elevação das taxas de juros nas operações com Fundos Constitucionais. “ A tão equivocada resolução afeta também o setor agrícola, o comércio e os serviços. Espero que prevaleça o bom senso e que o equívoco seja revisto pelo ministro da Fazenda e pelas demais autoridades”, concluiu.