NOTÍCIA

  17 de agosto de 2017

Senador Elmano Férrer critica fundo de campanha eleitoral

Em pronunciamento no Senado, afirmou que a Reforma Política está sendo discutida tardiamente e de forma errônea

O senador Elmano Férrer (PMDB-PI) se posicionou contrariamente ao fundo de financiamento de campanha eleitoral, que poderá ter R$3,6 bilhões em recursos da União. Durante discurso nesta quinta-feira (17), no Plenário do Senado Federal, Férrer afirmou que a Reforma Política está sendo realizada de forma tardia e errônea, na Câmara dos Deputados.

Elmano Férrer criticou que valores tão altos sejam destinados para eleitoreiros, no momento em que o país atravessa uma grave crise econômica. “Já existe um fundo partidário de R$ 800 milhões. Se se somarmos a R$ 3,6 bilhões desse fundo eleitoral que estão criando, nós vamos para mais de R$ 4 bilhões, em um momento que não temos. Eu, por exemplo, estou lutando por recursos para o Piauí, sei das dificuldades de liberação. Então não vejo como nós aprovarmos uma matéria dessa dimensão e dessa natureza”, disse o senador.

Outra crítica do senador foi com relação ao momento em que coloca essa discussão. Para ele, está sendo realizado tardiamente. “Esta matéria está sendo discutida agora, quando o tempo está contra qualquer reforma séria que a sociedade exige”, frisou.

Elmano ainda usou a Tribuna para falar que no ano passado o Senado Federal aprovou dois pontos fundamentais da Reforma Política, mas que a Câmara dos Deputados ainda não aprovou. Um deles trata da cláusula de barreira, que impõe requisitos eleitorais para a manutenção de partidos, e o outro sobre o fim das eleições proporcionais. “Não vejo a sobrevivência de um presidencialismo com tantos partidos políticos, como os temos hoje no Brasil, e mais de 50 novos para serem criados”.

O senador Elmano Férrer defende a discussão de uma ampla Reforma Política. “A reforma Política se faz extremamente necessária para o nosso futuro próximo, corrigindo distorções do nosso sistema político, controlando o número cada vez maior de partidos e proporcionando uma maior correspondência entre a vontade do eleitor e o resultado das urnas”, disse.