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NOTÍCIA

  13 de novembro de 2015

Tragédia em Mariana alerta para necessidade de manutenção de barragens

O rompimento da barragem de Mariana alerta para a profunda crise do Estado brasileiro e a necessidade de manutenção e monitoramento de outras barragens

O senador Elmano Férrer (PTB-PI) disse que o rompimento da barragem de Mariana alerta para a profunda crise do Estado brasileiro e a necessidade de manutenção e monitoramento de outras barragens. Ele citou o trabalho do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, que construiu inúmeras barragens durante décadas, que foram entregues “ninguém sabe a quem”. Elmano Férrer lembrou que está em vigor há cinco anos a política nacional de segurança de barragens, observando que a falta de cuidado com a segurança deve-se à crise que desgasta as funções do Estado.

- Vejo uma deterioração do Estado brasileiro e, sobretudo, se considerarmos como nasceu e para que nasceu o Estado - ou os Estados no mundo. Então, a crise do Estado está gerando todas essas crises que nós estamos vivendo - afirmou o senador.

Elmano Férrer também destacou o potencial de seu estado para a geração de energia limpa. Segundo o senador, os projetos em execução no Piauí produzirão 6 mil megawatts de energia eólica; além disso, o estado recebe 3 mil horas de sol por ano, o que tem chamado a atenção de investidores estrangeiros do setor energético. (Agência Senado)

Caso Algodões - Piauí

Acompanhando o caso do rompimento das barragens de Mariana, em Minas Gerais, o senador também relembrou a situação das famílias prejudicadas pelo rompimento da barragem de Algodões, em Cocal. Em 2009, no Piauí, nove pessoas morreram e centenas ficaram desabrigadas. 

"Nosso país tem lei que trata da política nacional de segurança de barragens, na qual vamos nos aprofundar. Acontece que temos um grande problema chamado de gestão pública. Temos o DNCOs, um órgão que se agigantou na experiência e tecnologia de construção de barragens. Mas o que acontece? É que essas barragens, depois de construídas, ficam sem gestão e sem monitoramento técnico. Então, vamos pedir para que a Lei seja cumprida e que não tenhamos uma nova catástrofe", ressaltou Elmano Férrer.

Fonte: Redação e Rádio Senado